DÍZIMOS e OFERTAS: Detalhes que influenciam a bênção divina (parte 3)


O Sacrifício que Deus aceita...
Detalhes que influenciam a bênção divina
(parte 3)
Por Gerson Luiz Garcia de Lima
Comunidade Evangélica Restauração e Vida


Vamos continuar o assunto de contribuir para a casa de Deus.
PERCEBENDO DETALHES DA PROMESSA:
Bem, ouvi uma estória interessante dias desses. Um circo estava no mesmo quarteirão de uma Igreja. O circo vivia cheio e a Igreja vazia. O pastor encontrou-se com o dono do circo e perguntou-lhe qual o segredo de manter sua tenda sempre cheia, ao que o circense respondeu: "Aqui vivemos a ilusão como se fosse verdade, mas pelo jeito em sua igreja, vocês vivem a verdade como se fosse ilusão".

Sempre que oro na Igreja sobre dízimos e ofertas, peço a Deus que haja uma diferença entre quem serve a Deus de quem não serve, entre quem é fiel de quem não é. Para quê? Para que a palavra de Deus se confirme sobre os fiéis. Não é bom para o Evangelho quando pessoas dizimistas vivem em uma condição precária. Mas o que acontece então? Por quê vemos pessoas que não dão o dízimo em condições melhores do que os que dizimam?

Já falamos acima um pouco sobre isso, mas vamos ao ponto: Deus não se agrada de de castigar alguém, mas tem sua lei de abençoar. (Malaquias 3:16-18)


- Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro;
e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome.
- E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias;
poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve.
- Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio;
entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

Nós nos relacionamos com Deus apenas por intermédio da Fé. E de fato, sem Fé é impossível agradar a Deus. Então, muitas vezes Ele permite que enfrentemos situações difíceis para nos levar a utilizar os recursos da Fé.

Veja então, que não é que o não-dizimista esteja em condição melhor do que o dizimista, mas que o dizimista não está utilizando os recursos que lhe foram outorgados.
É como se uma pessoa vivesse morando de aluguel e trabalhasse em um emprego ganhando R$ 300,00, sem carro vivendo numa condição de menos recursos do que outro que more em uma casa de 100 m2 e tem um carro ganhe R$ 2000,00.

Não que o primeiro seja como ser humano inferior ao segundo mas, obviamente, que o segundo tem melhor padrão que o outro. Mas imagine também, que o segundo não tem herança e o primeiro tem como herança de uma Mansão e milhões de reais, guardados. Os motivos pelo qual o primeiro cidadão não ter usado seus recursos podem ser: ele não sabe da herança; ele não quer usar a herança; ou ele é negligente em reivindicar a herança.

O que quero dizer é que Deus não precisa pesar a mão sobre o não dizimista, mas Deus quer reforçar a bênção do dizimista, para isso o dizimista fiel, deve crer e apossar-se da bênção de Deus.

Veja a dimensão disso sob o prisma do texto de Malaquias 3:10-12:


"E depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes".

Aqui o Senhor nos autoriza a fazer prova d´Ele, ou seja, se após praticarmos o ato de dizimar e ofertar a bênção não acontecer, faça prova d´Ele. Pois a promessa aqui é de que a benção seria de tamanho a sequer ter onde guardar. Exagero? Nem um pouco, fale com quem inspirou a palavra, Deus. O que implica aqui é a abrangência da visão do dizimista fiel. Quando Deus chamou Abraão, de tempos em tempos ele renovava sobre Abraão A SUA VISÃO. Em duas dessas ocasiões o Senhor lhe disse:
(Gênesis 13:14-18)


- E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; - Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. - E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. - Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei. - E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.
(Gênesis 15:5-6)


- Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. - E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça.



Deus estava, entre outras coisas, trabalhando na vida de Abraão, algo que está faltando muito ao povo de Deus, por causa da religiosidade e pela falta de conhecer a palavra de Deus, por medo ou negligência em apropriar-se dela: Deus trabalhava em Abraão sua PERSPECTIVA – VISÃO.

Note as partes em negrito nos versículos.

Sabe o que fez Abraão quando recebeu a promessa de Deus:

Em Gen. 13 - Ele agiu, mudou as suas tendas para onde estava a promessa.
Em Gen 15 - E creu ele no SENHOR, e foi atribuído isto por justiça. ·

- E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra

Aqui é possível ver a bênção do Senhor. Tem gente que tem muitos recursos financeiros mas algo está errado: Sente-se que não há satisfação ou realização.

Outros ainda há que tudo que fazem se desfaz do nada e sem explicação. Ganham e perdem tudo indelevelmente.
Olhe para o dizimista fiel e consciente. Ele passa por problemas como os outros também, mas há uma diferença sensível e perceptível, uma bênção, uma proteção, um anjo que repreende o devorador. Ele pode ter poucos recursos até, mas parecem multiplicar-se em suas mãos. Não importa os outros não entenderem, mas a satisfação permeia sua vida.

E o que faz o devorador? Destrói o fruto do trabalho. Nem sempre perdas abertas de dinheiro ou recursos, mas também uma inquietude que persiste: problemas que afetam a saúde, o relacionamento familiar, o desenvolvimento profissional.

Entenda, não quero dizer que estes problemas sejam apenas causados pela falta do dízimo. Mas o fato de ser dizimista fiel atrai a promessa de Deus de REPREENDER O DEVORADOR, somente Ele pode faze-lo.

Ainda tem o problema das dívidas. Deus não tem plano de ver seu povo com dívidas, com o nome prejudicado, e cabisbaixo pela vergonha que advém disso. É Claro que existem diversas implicações, mas ao tomar o compromisso de se tornar dizimista na Casa de Deus, você atrai e confirma essa cobertura contra o devorador.

·e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.

O trabalho, o lar, o ministério... tudo será frutífero. É tão difícil remar, remar e remar, mas não sair do lugar. De investir recursos em projetos que não trazem retorno. A promessa de Deus é que nossos esforços não serão em vão. Reinvindique a Deus o cumprimento dessa promessa, nós já vimos anteriormente que Deus está comprometido com sua Palavra e nos autorizou a pó-lo á prova:

“Provai e vede que o Senhor é bom.” (Salmo 34:8)·
- E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.
A perspectiva correta no tocante ao dizimista fiel, são as pessoas reconhecerem nele a bênção do Senhor. O certo é que as pessoas queiram saber o nosso segredo de vitória e não o dizimista fiel estar querendo aprender o segredo do ímpio.

Tenho em mente que o segredo de Deus para a abundância é a própria abundância. Ele mesmo nos disse em Lucas 6 - 38

“dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.

Quando agimos por fé, com interesse na obra do Senhor, inevitavelmente nos tornamos cooperadores da obra d´Ele, como dizimista e ofertantes fiéis, bem como outras atividades que a Igreja é chamada a fazer: evangelizar, testemunhar, orar, etc..

Paulo, o apóstolo, disse em I Coríntios 15:58: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”

Certamente o ato de ser dizimista ou ofertante da casa de Deus, é uma obra.
Voltando a Abraão, vemos que ele foi chamado de pai da fé, porque agia por fé. Lemos em Hebreus 11:6 que “Sem fé é impossível agradar a Deus.”

Já Tiago nos ensina em seu livro que as obras denunciam nossa fé, Tiago 2:

- 17 Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. 18 Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. ...19 Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. 20 Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? 21 Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? 22 Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. 23 E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. 24 Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. 25 E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? 26 Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

(continua)

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