Culpa: Um Capataz Cruel (parte 2)

Você não tem de viver Sob o fardo da culpa. Você pode ter o perdão de Deus. Tudo que você precisa Fazer é pedir.


Mas enquanto você não fizer isso. Satanás vai mantê-lo preso como a um homem chamado Jack, que viveu há muitos anos, durante o reinado da Rainha Vitória da Inglaterra.

Jack trabalhava num escritório comercial. Estava sempre agitado. Sempre que a porta se abria, ele olhava para ver quem estava entrando. Antes de sair, ele olhava para um lado e outro da rua. Se ele via um policial, procurava esconder-se.

Certo dia, outro empregado se dirigiu a ele e disse: - “Jack, não estou ganhando bastante para viver; você pode me fazer um empréstimo até o dia do pagamento?”

- “Não posso, meu ordenado é muito pequeno”, respondeu Jack.

- “Pois olhe, quero lhe dizer uma coisa”, o homem falou, e segredou algo em seu ouvido. O pobre do Jack empalideceu, enfiou a mão no bolso e disse:

- “Por favor, não conte a ninguém”. O colega saiu pensando: - “Descobri uma mina de ouro!”

De vez em quando, ele voltava a Jack e dizia: - “Estou precisando de dinheiro”, e o pobre Jack lhe dava e chegou ao ponto de passar necessidades.

Foi quando um dia Jack viu nas manchetes dos jornais: “Pleno perdão oferecido aos desertores do Exército de Sua Majestade”. Era o ano do jubileu da Rainha Vitória e um decreto tinha sido feito, dando perdão a todos os militares desertores.

Este era o segredo de Jack. Ele era um desertor.

Correu para casa e escreveu uma carta contando a sua situação. Explicou cuidadosamente que realmente não pretendia desertar, mas quando fora mandado para o Egito, tinha ido visitar sua velha mãe. Quando voltou, o navio já tinha partido. Ele ficou com medo, e escondeu-se.

Esperou a resposta, e depois de algum tempo a carta veio. Explicava que o perdão era para desertores, mas visto que ele aparentemente não tinha planejado desertar, o perdão não era pra ele.

“Que tolo eu tenho sido”, Jack pensou. “Pedi o perdão, procurando justificar-me. O que fiz foi complicar as coisas para mim mesmo”. Por isso escreveu outra carta. Nela disse quetinha sido convocado para tal e tal regimento, em tal e tal lugar. E acrescentou, simplesmente: “Sou desertor, e se há perdão para mim, ficarei muito agradecido”.

Enviou sua petição e esperou. Quando a resposta chegou, abriu-a rapidamente, e lá estava o pleno perdão!

Alguns dias mais tarde, o torturador de Jack chegou-se a ele e disse: - “Jack, há mais de uma semana que não recebo nada de você”.

Jack olhou firme para ele e disse: - “Pois foi a última vez que recebeu alguma coisa de mim”.

- “Oh, como ficou arrogante de repente”, respondeu o explorador. “Se você não se interessa em guardar segredo, vou contar a todo mundo”.

- “Pois pode contar a quem quiser, e gritar bem alto. Diga que sou desertor. Pode dizer”, disse Jack em voz alta.

- “Você está louco!” exclamou o outro.

- “Não, não estou. Mas antes que conte a alguém, leia isto”, disse Jack e mostrou-lhe a carta de perdão. E acrescentou: “Fui perdoado! Fui perdoado! E agora sou livre!”

Mesmo depois de confessarmos nossa culpa a Deus, haverá outros ao redor de nós, inclusive o diabo, que vão procurar desenterrar o nosso passado.

Mas, quando isso acontecer, fique firme na promessa de Deus de que se confessarmos os nosso pecados, ele perdoará completamente os nossos pecados.

continua...
Um estudo de Rex Humbard (In memoriam) -
Do livro "Você pode ter vitória, apesar da confusão"
Pequenas adaptações, Pastor Gerson Luiz. G. de Lima

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