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O Verbo se Fez Carne e Habitou entre nós

O Verbo se Fez Carne e Habitou entre nós

Diz-nos a Palavra de Deus no Evangelho de João 1:1 e 14:


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."


Para iniciar nossa reflexão sobre o tema da encarnação, gostaria de compartilhar com vocês um trecho do excelente livro de Reinhard Bonnke, "Fé - o elo com o poder de Deus", que nos traz uma reflexão poderosa sobre a divindade de nosso Senhor Jesus. Aquele "menino" profetizado que se nos deu, cujo principado está sobre os seus ombros e que seu nome significa "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz" (Isaías 9:6) que descende da linhagem de Israel segundo sua natureza humana, mas que é sobre todos Deus Bendito Eternamente (Romanos 9:5) e de quem Paulo falou que "nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória." (1 Coríntios 1:8) e que o salmista diz ser o Rei da Glória, o Senhor forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra. (Salmos 24:8) .

Lembrando que a Palavra de Deus é EMBASADA EM AUTORIDADE (Texto: Lucas 4:32; Hebreus 4:12-13; 2º Timóteo 3:14-17), vamos à reflexão do evangelista Reinhard Bonnke. Diz ele:


Embasada em AUTORIDADE
"A Bíblia não se faz de rogada e insiste centenas de vezes na sua própria autoridade divina. Os profetas, por exemplo, quando falavam, não estavam emitindo suas opiniões políticas pessoais, "mas homens santos de Deus [ que] falaram movidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1.21). Eles usavam a frase: "Assim diz o Senhor." O conceito judaico era de um Deus de santidade terrível, e eles tremiam ante a Sua impressionante grandeza.

A menos que eles tivessem absoluta convicção de que Deus os estava enviando, nenhum profeta em Israel se atreveria a proclamar ser a voz deste Ser todo-poderoso. Somente com absoluta certeza eles abririam a boca. Jeremias declarou: “não me lembrarei d’Ele e já não falarei no seu nome, então, isso me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; já desfaleço de sofrer e não posso mais (deixar de falar)”- (Jeremias 20.9).


A Autoridade de Cristo
Deus falou e céus e terra vieram a existir. "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir" (Salmo 33.9). Então, encontramos no Evangelho de João uma tremenda afirmação de que "o Verbo se fez carne (João 1.14). A mesma voz que criou todas as coisas agora fala conosco. O que Ele diz é com absoluta autoridade; é a Palavra do Senhor.

Cristo disse que passariam o céu e a terra, mas as suas palavras não iriam passar (Mateus 24.35). Ele não era como os profetas, que falaram pelo Senhor; Ele falou como Senhor. Os profetas diziam: "Assim diz o Senhor", entretanto, Cristo disse: "Verdadeiramente, vos digo...” (Lucas 21.3). Os Judeus valorizavam o que Moisés havia dito; todavia, Jesus ultrapassou Moisés: "... Moisés vos permitiu... Eu, porém, vos digo" (Mateus 19.8,9).
E havia ainda uma outra diferença: Os profetas foram enviados com uma mensagem, enquanto Jesus era a própria mensagem; os profetas falaram a respeito do Senhor, mas Jesus falou a respeito d'Ele próprio. Ele não simplesmente trouxe a Palavra de Deus - Ele mesmo era a Palavra de Deus. Ele não apenas indicou o caminho, Ele é o caminho. Jesus não é um dos caminhos que levam a Deus, Ele é Deus.

É por isso que não temos nenhum direito de duvidar da Palavra de Deus, ou de transformar o ponto de exclamação a respeito d'Ele em um ofensivo sinal de interrogação. Se o fizermos, para quem iremos? Afinal, “só Ele tem as palavras da vida eterna" (João 6.68), como O apóstolo Pedro reconheceu. Ou obedecemos ou morremos. 

Contribuindo com esse assunto sobre a encarnação de Jesus, o pastor Lloyd John Ogilvie, da igreja Presbiteriana de Hollywood em seu livro "O QUE DEUS TEM DE MELHOR PARA SUA VIDA", Editora Vida esclarece: 

"Quem é o Espírito Santo? É ele alguém ou algo separado ou diferente de Jesus Cristo? Cremos em três Deuses - Pai, Filho e Espírito Santo? Estas perguntas levantam-se de imediato sempre que damos ênfase ao Espírito Santo. É importante esclarecermos nosso pensamento a respeito deste assunto. Cremos em um único Deus. Ele é o nosso Criador, nosso Salvador em Cristo, e nosso poder residente pelo Espírito Santo. O Espírito Eterno que criou o mundo e revelou-se a si mesmo em Jesus Cristo, agora se encontra presente no mundo, dando continuidade ao ministério da reconciliação. 

Quando nos referimos ao Espírito Santo, estamos falando sobre Deus, cuja natureza é focalizada na vida, mensagem, morte e ressurreição de Jesus. Ele é o Deus Criador que age. Ele tem operado desde a criação, procurando chamar, transformar e dar poder ao seu povo para que participe com ele da história humana. Não se deve considerar a divindade como se fosse pessoas separadas e independentes umas das outras, mas como afirmação das diversas maneiras que Deus tem de ser Deus. 

Os nomes atribuídos a Deus ajudam-nos a examinar como ele age em nossa vida. Esta antiga bênção esclarece: "A graça do Senhor Jesus, o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, sejam com todos vós". Esta bênção proclama o alcance do movimento histórico de Deus e também as maneiras pelas quais ele opera em nossa vida. Ele nos criou para si mesmo, por amor; na sua graça, ele veio em Jesus Cristo a fim de sofrer e morrer para que fôssemos perdoados e curados; mediante a comunhão do Espírito Santo ele está conosco agora, a fim de guiar-nos e fortalecer-nos. Não ousamos perder nada do que Deus tem para dar-nos. O Espírito Santo não é um acréscimo, ele é o Deus Santo de toda a criação que deseja transformar-nos e dar-nos o poder de viver a vida abundante revelada em Jesus e que nos está disponível hoje. 

Ainda sobre o tema, o pastor Lloyd J Odilvie, em seu livro A SARÇA AINDA ARDE, Editora Vida (não mais publicado em português) escreve: 

"... ouça o próprio Cristo, enquanto fala acerca de quem ele é e do que veio fazer. Vinte e duas vezes no Evangelho de João, Jesus assume a autoridade divina sobre nosso pecado, doença e tristeza. A auto revelação audaz é "Eu sou!" As palavras gregas são as mesmas: Egõ eimi (grego) que significa Yahweh (hebraico). O Deus que faz coisas acontecerem é nosso Senhor Jesus Cristo! Ele veio confrontar a raiz principal da fonte de nossas lutas e ser vencedor. Cada um dos "Eu sou" de Jesus é a resposta a uma das nossas necessidades dolorosas. As mesmas palavras ditas por Deus a Moisés são usadas por Jesus na declaração de quem ele é e do que pode fazer. Ele é o Senhor preexistente; ele vem a você e a mim a fim de salvar-nos dos nossos pecados e libertar-nos dos nossos fardos para que possamos viver a vida abundante... As afirmações "Eu sou" que Cristo fez e suas promessas estão inseparavelmente unidas. O que ele prometeu que pode fazer é baseado em quem ele é (DEUS)."

Quando Jesus se fez ser humano, Ele pôs em prática seu glorioso plano de Salvação que por muitas vezes foi profetizado pelos profetas de Israel, prefigurado no Tabernáculo e consumado na Cruz. Paulo diz: "Cristo em vós - a esperança da Glória" (Colossenses 1:21) e revelou aos Coríntios " Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo..." 2 Coríntios 5:19.


Oh gloriosa Palavra!!! Deus entrou na história humana e sofreu e morreu por nós, mas que ao terceiro dia ressuscitou, para que os que o recebessem tivessem o direito de serem chamados filhos de Deus (João 1:12). Não é de admirar que Paulo ensinasse com grande motivação a Timóteo sobre o ministério da piedade (o plano da Salvação): "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." 1 Timóteo 3:16 (Almeida Corrigida e Revisada Fiel).


E como Paulo se apropriou dessa verdade e Pilatos não? Qual foi a diferença? A diferença foi a reação de Paulo na Estrada de Damasco. Ambos estiveram frente a frente com o Senhor da Glória. 


Pilatos queria saber "e o que é a verdade?" mas não se renderia a Jesus por causa das exigências que tal decisão acarretaria. 


Porém, quando Jesus perguntou "Paulo, Paulo porque me persegues? Paulo não se preocupou com seu status farisaico e disse "Quem és tu, Senhor" e demonstrou realmente querer saber mais de Jesus. Como judeu, da tribo de benjamim, fariseu de fariseus, ele reconhecia somente a seu Deus Jeová (Yahweh) como Senhor (Deuteronômio 6:4). Imagine como foi para ele ouvir o Senhor lhe dizer "Eu sou Jesus, a quem tu persegues"! - Atos 9:5.


Pilatos transferiu a outros a decisão que a ele pertencia "Que faremos de Jesus chamado o Cristo?" (Mateus 27:22). Paulo, porém, ouvindo o Senhor disse "Senhor, que queres que eu faça?" (Atos 9:6) e, recebendo a instrução obedeceu. 


Mas deixemos que Paulo mesmo nos conte em Atos 22:10-16: "Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. E, como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco.E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor." Senhor este cujo Paulo agora sabia quem era e qual era o seu nome, JESUS - Atos 9:5.


O Verbo (Palavra) se fez carne (ser humano). Deus entrou na história humana. Deus conosco, um socorro bem presente em tempos de angústia. O que fazer? "Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." Romanos 10:8-13.


Para terminar esse comentário, mas não encerrar o rico assunto, quero me reportar às Palavras do anjo Gabriel em Mateus 1:23 "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco." Mateus 1:23.


É SÓ CHAMAR POR ELE, pois Ele mesmo diz: "Aquele que vier a mim, de maneira alguma o lançarei fora" - Lucas 6:37.

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Deus te abençõe!

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