A verdade que confronta é a mesma graça que cura Terceira parte da trilogia “Corações Feridos” “Fiéis são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos.” (Provérbios 27.6) “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.32) 1. Amor de verdade nunca exclui a verdade Vivemos em uma época em que muitos falam de amor, mas evitam falar de confronto. Para muitos, amar se tornou sinônimo de nunca discordar, nunca apontar erros, nunca chamar ao arrependimento. Mas esse nunca foi o amor de Cristo. Jesus acolheu, abraçou, curou — mas também disse: “Arrependei-vos.” “Vai e não peques mais.” “Quem não toma a sua cruz, não é digno de mim.” “Hipócritas, acautelai-vos.” O amor sem verdade vira sentimentalismo. E a verdade sem amor vira brutalidade. Mas o amor de Cristo une os dois. 2. Discernimento não é amargura — é maturidade Quando falamos sobre Aitofel, Demas, Diótrefes, falsos irmãos, lobos vorazes e divisões internas, não esta...
Um chamado ao confronto e ao arrependimento Quando a Palavra confronta não para destruir, mas para oferecer redenção. A Bíblia não esconde a existência de pessoas que se levantam contra a obra de Deus — não de fora, mas de dentro. Pessoas que já caminharam perto, que ouviram, que participaram, que aconselharam… mas que, por orgulho, inveja, ambição ou dureza de coração, acabaram se tornando instrumentos de oposição. Aitofel é o retrato mais conhecido desse tipo de desvio. Brilhante, influente, ouvido por reis — mas com o coração azedado. Sua amargura o conduziu à traição contra aquele a quem servira. Sua história termina em ruína, não porque Deus não pudesse restaurá-lo, mas porque seu coração preferiu o ressentimento à humildade. Infelizmente, Aitofel não foi um caso isolado. Paulo, em suas cartas, menciona nomes não para humilhar pessoas, mas para alertar a Igreja: Himeneu e Fileto, que perverteram a fé de muitos (2Tm 2.17). Alexandre, o latoeiro, que lhe causou mui...